Biodiversidade







Biodiversidade?

O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.



Quantas espécies existem no mundo?

Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam
entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 
milhão de espécies.
Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade": aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da Amazônia.
 


Quais as princípais ameaças a Biodiversidade?

A poluição, o uso excessivo de recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento
dos habitat naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies
vegetais e animais à extinção.
A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

Por que devemos manter a Biodiversidade?

Primeiramente deve ser lembrado que os Recursos Básicos e Fundamentais que a espécie humana tanto precisa dependem diretamente da Biodiversidade.
Senão vejamos: como respirar sem oxigênio? Pois é, oxigênio que tanto dependemos foi criado e é mantido na atmosfera por conta da Fotossíntese que é realizada por vegetais, particularmente pelas algas fitoplanctônicas microscópicas, que muitas pessoas acreditam que não servem para nada. Como seria a polinização das plantas que nos servem de alimentos se não fossem os insetos, os pássaros e os morcegos? Como seria o solo se não fossem os microorganismos que decompõem a matéria orgânica e enriquecem o solo com nutrientes?
Se não bastassem os exemplos acima, existem também as situações específicas em que a Biodiversidade é fator fundamental. O Manual Global de Ecologia relaciona 5 áreas principais de importância da Biodiversidade: A Agricultura, a Medicina, a Indústria, a Psicologia e na Filosofia. Talvez, por isso, o século XXI, que está logo aí na frente, já está sendo chamado de “Era da Biologia”. Mas, é preciso conhecer bem a Biodiversidade do planeta para poder trabalhá-la a contento.
Na Agricultura, apenas 20 espécies diferentes de plantas são responsáveis diretas por 80% de toda alimentação dos humanos no planeta. Um maior conhecimento da Biodiversidade poderá permitir um aumento significativo no número de espécies utilizadas pelo homem na alimentação, pois certamente devem existir outras plantas comestíveis que poderão ser produzidas em larga escala.
Na Medicina, 43% das drogas utilizadas nos Estados Unidos são derivadas de espécies selvagens, isto é, espécies não cultivadas. Se destruirmos a Biodiversidade poderemos estar deixando de encontrar e produzir várias outras drogas, as quais podem representar a cura de muitos males que até  agora não têm como ser sanados.
Na Indústria, muitas matérias primas derivam de plantas e animais selvagens. O conhecimento maior da Biodiversidade do planeta poderá levar a utilização mais racional desses produtos, além de permitir o descobrimento de outros até aqui desconhecidos e inexplorados. Parece incrível para muitos, mas a expansão industrial também depende de um conhecimento maior da Biodiversidade.
Não bastasse os exemplos acima, a Biodiversidade influi inclusive na Psicologia, no comportamento e na individualidade da pessoa humana. Há alguns indivíduos que são totalmente dependentes da natureza e dos demais organismos vivos. Essa necessidade pode estar presente, desde a simples vontade de observar até o prazer em fotografar e colecionar organismos vivos ou estruturas derivadas dos mesmos.
Por fim há também questões Filosóficas, Religiosas e Morais na destruição de ambientes naturais, na matança e na destruição, necessária ou não, de organismos vivos e, principalmente, na extinção de espécies animais. É preciso que se questione, inclusive, certos “esportes” que se utilizam de organismos vivos como se fossem peças de brinquedo totalmente insensíveis.


Preservação e Conservação das Espécies

Para se diminuir ou evitar a perda da Biodiversidade há necessidade de preservar umas e de conservar outras espécies. Para tanto é preciso que sejam desenvolvidos mecanismos de proteção às espécies de valor conhecido e aquelas em risco de extinção. Esses mecanismos vão desde o armazenamento de sementes ou de embriões, passando pela manutenção de indivíduos em zoológicos, terrários, aquários e viveiros de mudas, e indo até a criação de áreas protegidas e de preservação permanentes, que conservam não apenas as espécies, mas também e principalmente os ecossistemas em que estão inseridas.
O mecanismo de criação de áreas protegidas e de Reservas Biológicas parece ser a melhor forma de preservar os ecossistemas da degradação e as espécies da extinção. Sendo assim, vamos comentar um pouco sobre esse mecanismos.
Até 1950, existiam cerca de 600 áreas protegidas em todo o mundo. Esse número cresceu muito ultimamente e hoje existem pelo menos 3500 áreas, cobrindo cerca de 425 milhões de hectares. Apesar do crescimento, esse número ainda é muito pequeno perto daquilo que realmente se precisa e ainda é muito pouco representativo nas regiões de maior Biodiversidade (florestas tropicais, recifes de corais, ilhas oceânicas). O estabelecimento de parques e reservas livres da interferência humana, visando à regeneração gradativa de florestas, a recomposição da vegetação em áreas desmatadas e a recuperação de áreas degradadas são mecanismos ulteriores que podem auxiliar na manutenção da Biodiversidade.
Em algumas situações, certamente, as populações humanas das áreas a serem protegidas poderão ser fontes fundamentais para a orientação no entendimento da Biodiversidade local e por conseqüência do tratamento a ser efetuado na sua preservação ou nas técnicas de conservação e nas pesquisas científicas a serem desenvolvidas. O estudo efetivo das áreas preservadas tem que partir de uma base de entendimento daqueles que ali vivem há muito tempo, pois essas populações sabem como utilizar e ao mesmo tempo manter as condições ambientais do ecossistema.